sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Eternas Quartas do vinho ( Viva a Boêmia Filosófica)





Nós temos uma imensa vontade
De abraçar o mundo
Gostaríamos da companhia de todos
Junto a nós, no boteco da esquina
Gostaríamos de compartilhar com todos
As dores de se ser gente
É assim que se aprende
Queríamos ouvir os bêbados e suas filosofias
Suas mais belas filosofias, verdadeiras ou não...
Ouvir os loucos, os desiludidos
Os apaixonados...
Queríamos aprender com eles, os apaixonados
A magia do amor
Mas dizem que amor não se aprende
queríamos sair do bar tombando pela calçada
Abraçados a um desconhecido
Eis o verdadeiro amigo!
As vozes em tom alto, indignadas...
As vozes de cantores de banheira
Na sua mais alta afinação
Numa sintonia efervescente com o coração
queríamos poder compartilhar com o solitário
e sua cerveja
Aquele barulho ensurdecedor do silêncio
Ele, a cerveja e sua lágrima

(Texto Extraído do manual da Grãn Unidade Cósmica)