Ás vezes eu só quero descansar
Desacreditar no espelho
Ver o sol se pôr vermelho
Acho graça Que isso sempre foi assim
Mas você me chama pro mundo
E me faz sair do fundo de onde eu tô
De novo. Nada sei dessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
Pra te procurar Eu bem sei onde tudo vai parar
Já não tenho medo do mundo
Sou filho da eternidade
Trago nesses pés o vento Pra te carregar daqui
Mas você sorri desse jeito
E eu que já perdi a hora e o lugar
Aceito. Nada sei nessa tarde
Se você não vem
Sigo o sol na cidade
A te procurar Nada de meu nesse lugar
A cidade vai pensar
Que nada aconteceu em vão
Você vai me ligar então mais uma vez
“Como eu iria saber! Como eu iria saber o que eles
iriam fazer de mim!”
Todos os
dias as 20h00min saio para trabalhar, o tempo é frio e a noite demora a passar
(ela sempre demora). O que eu quero no fundo é o que todos também querem, um
pouco de felicidade e um belo par de coxas bem gostosas e a ilusão de que por
um momento só por um momento eu realmente me sentirei amado. E o pior disso
tudo é que tenho a certeza de que isso eu nunca conseguirei nem eu e nem
ninguém.
Domingo
Chuvoso. Numa cidade tropical o homem trabalha, trabalha, trabalha e tem pouco
dinheiro, e toma cerveja e fica bêbado e chega em casa e bate na mulher que
bate no filho e por fim param todos numa delegacia e que depois voltam a se
amar ... E vivem nesse eterno retorno.
Hoje é domingo e as coisas sempre se repetem em casa
a criança ainda espera pelo pão, o abraço, o carinho... Todo no universo
conspira contra mim e sempre a mesma batalha e no final do dia seu rosto estará
estampado no Jornal, acompanhado de letras garrafais dizendo: “PERDEDOR!”
Era só mais uma noite, noite tranqüila e calma, noite de sexta, cervejas, frustrações e vontades. Já era bem tarde, os peixes já estavam alimentados e todos na casa já haviam dormido. Os carros na rua eram poucos, quase nenhuns e de pedestres apenas alguns bêbados com seus últimos trocados medingando a ultima tragada.
Ao som do jovem Jimy as coisas se ajeitam, e as realmente se ajeitam, depois de um dia duro de trabalho. As notas de sua guitarraparecem tocar na pele de fato aliviam a alma.
Depois de algumas cervejas e de fato a cerveja ainda é um grande anestésico , a noite continua sendo apenas uma grande promessa , agora sem cerveja, sem frustrações e sem vontades. A noite continua sendoapenas uma grande noite.
Eu não odeio meu pai. Sinceramente eu não odeio meu pai.
Eu não odeio o fato dele não estar no dia do meu nascimento (três dias antes do dele).
Não odeio o simples fato dele não estar no meu primeiro aniversario... Não odeio o fato dele não me ensinar a andar de bicicleta. Falar comigo sobre como não apanhar dos garotos na escola, nem sobre o primeiro beijo que dei na menina doida que gostava de mim. Eu não odeio meu pai pelo fato de ele nunca estar presente no meu natal, ano novo e principalmente na páscoa, que minhas tias humilhantemente tentavam ocupar o lugar dele.
Eu não odeio meu pai pelo fato de eu querer ser branco, pelo simples fato da família dele serem todosbrancos e sermos negros(eu e minha irmã).
Eu não odeio meu pai pelo fato dele me largar na casa de minha avó por boa parte minha vida.
Eu não odeio meu pai pelo fato de ter uma infância fodida, escrota e sem nenhum referencial de pai...CRESCI...
Eu não odeio meu pai por ele ser um babaca, por ele querer se aproximar... Eu não odeio meu pai hoje porque ele vive dizendo de como ele curtiu a vida dele... (quando eu era criança). Dizer quantas mulheres ele pegou e ou quantas praias desertas ele foi.
Eu não odeio meu pai por ele vir na minha casa todos os domingos e dizer isso na minha cara... Como se fosse um amigo dele... (ele se esquece de que estar falando com o filho?)
Eu não odeio meu pai pelo fato dele ir ao meu casamento e não ter me dado nem um real e nem perguntado o quanto ele poderia ajudar, no entanto ele estava lá cheio de pompa e verdades!
Eu não odeio meu pai pelo fato dele ter me ligado este ano me desejando parabéns. ( e os ou 29 anos que ele não ligou).
Eu não odeio meu pai por hoje eu não ter pai, que corrija, reprima ou oriente, esse pai nunca tive acho que nunca terei. Graças à ausência do meu pai, (o pior é que reclamam do alto índice de violência no mundo...
Eu sinceramente não odeio meu pai, mesmo ele bebendo minha cerveja, comendo meus petiscos ou falando abobrinhas... Ou pelo simplesmente ele ser meu pai...
... NÃO PODERIA DEIXAR DE COMEÇAR AS POSTAGENS DO ANO COM ESSE POEMA...
PÁSSARO ZUL
há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica aí dentro, não vou deixar ninguém ver-te. há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu despejo whisky para cima dele e inalo fumo de cigarros e as putas e os empregados de bar e os funcionários da mercearia nunca saberão que ele se encontra lá dentro. há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica escondido, queres arruinar-me? queres foder-me o meu trabalho? queres arruinar as minhas vendas de livros na Europa? há um pássaro azul no meu coração que quer sair mas eu sou demasiado esperto, só o deixo sair à noite por vezes quando todos estão a dormir. digo-lhe, eu sei que estás aí, por isso não estejas triste. depois, coloco-o de volta, mas ele canta um pouco lá dentro, não o deixei morrer de todo e dormimos juntos assim com o nosso pacto secreto e é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e tu?
Hoje é quinta, o tempo é frio, meio chuvoso, eu gosto de dias chuvosos, gosto de caminhar na chuva, isso me deixar relaxado e os pensamentos fluem facilmente, me faz sentir extremamente mais forte, capaz de enfrentar o mundo inteirinho, todos e qualquer problema sem me abalar. Esta semana eu terminei de ler um livro de um velho escritor... Algo sobre escritos sobre da latrina, bastante convincente, um dos poucos que admiro. Pena, mais acho que cada vez mais preciso ler menos coisas dos outros. Ontem fui a cinema, comprei um livro e tomei uma cerva, tinha uma garota na sessão, uma bela e loura garota, com a boca incrivelmente vermelha, penso que poderia ir falar com ela, quem sabe oferecer um drink, logo minhas intenções foram por água a baixo. Ela estava sugando um cara ali mesmo no cinema Ah! E como eu gostaria a de ser aquele babaca agora. Antes de terminar o filme eu cair fora, fui para o lugar onde me sinto melhor desde que sair da barriga de minha mãe O BAR. Lá as regras já são bem definidas e estabelecidas, um mundo com legendas. Fui lá ao bar enche mais uma vez a cara e retornei para casa, estava chovendo e decidir dar uma boa caminhada já era tarde da noite as ruas estavam vazias e a chuva fina se encarregava de limpar toda aquela sujeira. Vi no jornal jogado na sarjeta que um policial havia se matado enforcado, penso no quanto ele foi corajoso e o quanto sou covarde... Hoje é quinta, o tempo é frio e chuvoso lá fora, a ressaca é grande já não sei dizer o que é acordar sem ela, tento levantar, no entanto minha cabeça gira e volto a deitar, tento me recompor, não consigo e volto a dormir. Acordo um pouco melhor, vou ao banheiro estou com uma dor de barriga terrível, que tudo que havia de podre em mim estar na latrina agora. Recomponho-me e tomo um longo banho jogo uma aspirina para dentro e vou para o trabalho. Enzo de Marco
O som era legal, ao meu lado havia centenas de jovens tão ansiosos quanto eu para poder embarcar logo para a verdadeira luta. Guerra!Havíamos passado dois meses de intensos treinos e insultos e me dar frio na espinha só em lembrar como éramos tratados, nos forjavam como uma maquina da morte no campo de treinamento, do meu grupo de treinamento estava eu, Clifford quatro olhos, o Joe coco duro, e o Mike dois rifles.
Passamos por grandes torturas lá no campo de treinamento junto outros do qual o tempo se encarregaram de me fazer esquecer os nomes, eram legais, assim como eu queríamos viver aventuras coisas legais, não sabíamos muito que nos esperávamos literalmente.
Nossos nomes de guerra nos foram presenteado pelo sargento Harry, ele foi o responsável em nos transformar em verdadeiras maquinas de guerra, em indivíduos completamente amorais, ser capazes de dar um tiro com seu rifle na própria mãe se estivesse do lado do inimigo. Éramos fuzileiros...
Estamos entediados era natal e há três dias chegávamos à Europa ainda não disparei um tiro, como era natal o comando geral nos deu um presente um show com algumas garotas tirando as roupas.
Eu, Joe coco duro e Dois rifles estavam juntos tínhamos certa amizade, bebíamos e relembrávamos do tempo do velho Harry, o som tava legal as garotas também , os whiskys nos aqueciam e os cigarros nos acalmavam , era uma noite perfeita.
Joe coco duro descolou uma erva muito boa com os caras da cozinha, aqueles caras eram demais, às vezes eu ia até lá só p/ tomar uns copo de uísque e ouvir eles tocarem um blues de primeira, a noite estava fria e meu casaco já estava molhado com a neve que caia , quando vi Dois rifles trazendo duas garotas , eram enfermeiras que a muitoestávamos querendo dar uns tratos nela. Batemos um papo longo e sincronizado, nossos corpos tinham necessidades de aproximação, o nome dela era Grace, bebíamos um pouco e sem muita destreza convidei-a para irmos ao celeiro...
Pela manhã acordei com o barulho ensurdecedor da sirene, estávamos sendo atacados, boa parte do batalhão estava morto e outra parte estava ferido, peguei minhas roupasmeu rifle e fui para a luta .