sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A última noite de amor (Grace, a Ultima boca que toquei)


O som era legal, ao meu lado havia centenas de jovens tão ansiosos quanto eu para poder embarcar logo para a verdadeira luta. Guerra! Havíamos passado dois meses de intensos treinos e insultos e me dar frio na espinha só em lembrar como éramos tratados, nos forjavam como uma maquina da morte no campo de treinamento, do meu grupo de treinamento estava eu, Clifford quatro olhos, o Joe coco duro, e o Mike dois rifles.

Passamos por grandes torturas lá no campo de treinamento junto outros do qual o tempo se encarregaram de me fazer esquecer os nomes, eram legais, assim como eu queríamos viver aventuras coisas legais, não sabíamos muito que nos esperávamos literalmente.

Nossos nomes de guerra nos foram presenteado pelo sargento Harry, ele foi o responsável em nos transformar em verdadeiras maquinas de guerra, em indivíduos completamente amorais, ser capazes de dar um tiro com seu rifle na própria mãe se estivesse do lado do inimigo. Éramos fuzileiros...

Estamos entediados era natal e há três dias chegávamos à Europa ainda não disparei um tiro, como era natal o comando geral nos deu um presente um show com algumas garotas tirando as roupas.

Eu, Joe coco duro e Dois rifles estavam juntos tínhamos certa amizade, bebíamos e relembrávamos do tempo do velho Harry, o som tava legal as garotas também , os whiskys nos aqueciam e os cigarros nos acalmavam , era uma noite perfeita.

Joe coco duro descolou uma erva muito boa com os caras da cozinha, aqueles caras eram demais, às vezes eu ia até lá só p/ tomar uns copo de uísque e ouvir eles tocarem um blues de primeira, a noite estava fria e meu casaco já estava molhado com a neve que caia , quando vi Dois rifles trazendo duas garotas , eram enfermeiras que a muito estávamos querendo dar uns tratos nela. Batemos um papo longo e sincronizado, nossos corpos tinham necessidades de aproximação, o nome dela era Grace, bebíamos um pouco e sem muita destreza convidei-a para irmos ao celeiro...

Pela manhã acordei com o barulho ensurdecedor da sirene, estávamos sendo atacados, boa parte do batalhão estava morto e outra parte estava ferido, peguei minhas roupas meu rifle e fui para a luta .

Enzo de marco

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pra não dizer que te uso


Quando você liga minha alma grita, me pedindo pra voltar

Você me pede mil desculpas, por eu não querer falar

E depois se me chamar de insensível, saiba baby! Eu não vou mais quere te usar!

Sei que me quer apenas como objeto sexual, ver você sugando ai minha filha e eu me sentindo o tal

E ainda exige de mim todo prazer. Fique quieta, pois eu vou te entreter, com toda a minha vontade, Pra você ficar se sentindo bem a vontade.

Sua alma é parva e inútil, o que eu quero de você querida é ficar entre seus glúteos

Fazer você sentir prazer e dor e fingir a existência de um grande amor.

Enzo de marco

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hurt - Dor



Eu me machuquei hoje
Para ver se eu ainda sinto
Eu me concentro na dor
A única coisa que é real
A agulha abre um buraco
A velha picada familiar
Tente matar tudo fora
Mas eu lembro de tudo

Chorus:
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Everyone I know goes away
In the end

E você pode ter tudo
Meu império de sujeira

I will let you down
Eu vou fazer você sofrer

Eu uso essa coroa de espinhos
Após a minha cadeira de mentiroso
Cheio de pensamentos quebrados
Eu não posso reparar
Debaixo das manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Está alguém
Eu ainda estou aqui

Chorus:
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Everyone I know goes away
In the end

E você pode ter tudo
Meu império de sujeira

I will let you down
Eu vou fazer você sofrer
Se eu pudesse começar de novo

Um milhão de milhas de distância
Gostaria de me manter
Gostaria de encontrar um caminho

* Poema incrivel cantado por Johnny Cash

( as vezes é incrivel o processod e indentificação )

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pedaços de Nada


Achei um pedaço de nada em mim, que cuidado a pega-lo...

Medo de que se tornasse algo o conservei, pois as coisas me feriam de tão duras.

Achei-o triste e silencioso e isso me agradou.

Amenizou o insurpotavel caos de minha alma.

Por tirar-me a esperança, cada vez que ele brilhava minha alma, me partia, minha vida se esvazia.

Não quero mais sonhar, por favor, deixem-me em paz, não vêem que estou perdido?

Que não sei jogar o jogo?

Preciso reaprender a sonhar, a fantasia ou essas tolices de cada dia que dão forças para lutar.

Preciso reaprender a sonhar, como já sonhei um dia, antes da noite escura me envolver em escuridão sombria.

Simplesmente sonhar, com a doçura e carinho , pois somo o que sonhamos desejamos, buscamos.

....Quando cai no precipício , machuquei as minhas asas eu destruir tudo , a mim mesmo e não sabia que a vida desfaz em pó tudo que a gente queria ....

Enzo de Marco

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pequena confissão (algo sobre mim)




Sempre me perguntaram sobre a origem de Enzo de marco, sua árvore genealógica, seu sangue ou sua graça. Também sempre achei que um dia chegaria, o momento em que Enzo deveria contar de onde veio, afinal ninguém sai do nada assim.... Agora eu vós falarei, o segredo dos segredos, abrirei a caixa de pandora, a sala onde Sr Dorian Gray esconde seus segredos.

Responderei – vos meus pouquíssimos leitores:

Venho de uma linhagem mais ralé que existiu sobre a face da terra, uma singela mistura entre os fatos e vacilações do acaso. A priori um filho de Caim, o filho do Deus renegado que por desejos dos homens tem por destino a desgraça e a maldição de ter como companheiros a caneta e um papel , aquele que até entre os seus é renegado, aquele que tem sempre do seu lado esquerdo logo acima do ombro a morte te aconselhando. Aquele que tem Castanheda com guia, Steinbeck como amigo e acima de tudo o amor como o norte.

Enzo de Marco

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quero ser Budista


Quero ser budista !

Um dia serei,

De tanto eis,

O inferno esta cheio....


No mundo em que creio

Não existe maldade.

A falsidade é uma mentira

No mundo que tem com regra

Uma imensa quimera

Que atende pelo o nome de ira.


Mas Florbela que me salve,

Pois não há santo que acalme

Este mundo de turbulência e dor.


Este escrito de horror

De tanto ouvir gritos de dor

É que numa bebedeira eu escrevo.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ferrabrás em: o caso Albino Forjaz





O som do telefone era estridente, algo metálico, eu odiava aquilo. Lembro-me de ter pedido inúmeras vezes para a moça que limpa a casa p/ mudar esse toque. Era algo realmente muito ruim, eu odiava aquilo, o dia domingo acabava de nascer e o céu tinha pequenos pontos escuros, ainda era cedo e o telefone já estava tocando e isso me deixou um pouco irritado, tentei ignorá-lo, no entanto o barulho que aquela tralha fazia era infernal.
Levanto-me, sinto um gosto de azedo na boca, passo a mão pelos olhos e atendo a droga do telefone, foi alguém da delegacia, não deu para reconhecer a voz e muito menos estava querendo saber que foi o idiota que havia me ligado, só ouvi a voz que pedia que eu fosse o mais rápido possível para a delegacia, pois, havia ocorrido uma tragédia com um de nossos colegas do trabalho.
Já deveria ter desconfiado que o dia não seria nada bom, quem teria sido o babaca que fez alguma idiotice durante a noite passada, o dia mal começou e já estou com uma terrível dor de cabeça, procuro e pego no meu velho casaco o frasco de aspirina e jogo na boca, dou uma golada no cantil, percebo que estava seco e engulo os comprimidos assim mesmo. Tomo banho e saiu para a delegacia.
No carro, escuto uma musica do Pink Floyd, me fez lembrar antigos tempos onde tinha a ligeira sensação de liberdade e acreditava fielmente na humanidade, hoje percebo que tudo aquilo foi uma grande babaquice. Como sempre o transito daqui de Salvador é terrível, cheio de engarrafamentos e pedintes nas ruas. Paro no sinal e vem logo um batalhão de medingos lutando as suas esmolas, recordo-me de ler em algum jornal que “esses caras” tiram uma boa grana fazendo isso todos os dias.
Chego à delegacia e percebi que o clima de fato não estava nada bom, logo me informaram que um de nossos agentes cometeu um suicídio e ninguém aparentemente sabia o motivo. O agente era o Adnelson era um cara legal falava pouco, era tranqüilo vivia lendo livros de filosofia e literatura, eu conhecia pouco sobre ele, ouvia muito era o pessoal que fala sempre mal dele dizendo que nunca participava das festinhas que às vezes rolavam lá embaixo no xadrez. Falavam que ele era professor universitário que se cansou de tentar transformar o mundo, claro que depois de ter sofrido inúmeros assaltos, dizem que o estopim foi um assalto que sua esposa sofreu e que o meliante literalmente espancou, diante desse fato ele deixou de acreditar na humanidade p/ acreditar no processo eficaz de punição. “Claro que tudo dentro da mais rígida lei.” Pois eu pessoalmente nunca havia percebido nada que fosse fora do comum. Até esta manha quando o telefone tocou lá em casa.
È meu caro o fato já estava consumado nós não podíamos fazer mais nada além de desejar condolências à esposa e procurar entender os motivos se acaso existir o pior dessa grande merda era que eu seria o responsável de cuidar disso, já que eu era o delegado daquele antro...
Tivemos que nos deslocar até o apartamento do agente, que ficava no centro da nossa sorridente cidade do Salvador. Chegando lá percebemos que há bestante tempo não entrava uma mulher ali por a casa estava imundo, monte de garrafas de wisky vazias, gimbas de cigarros por todos os cantos e um monte de livros espalhando sobre a casa inteirinha, uma verdadeira biblioteca, quando vi aquilo me subiu um frio na espinha e como se fosse uma ilusão me vi dentro do meu apartamento que sinceramente esta bem parecido com o dele, fiquei um pouco com medo e pedi p/ outro agente que foi comigo entrar primeiro e verificar a situação, enquanto isso peguei bem ligeiro meu cantil que agora já estava bem cheio e numa golada só deixo –o pela metade a policia técnica já estava no local e já havia feito seu trabalho, pedi a todos uma suprema descrição pois não queria que esse caso parasse nos jornais locais, era o mínimo que poderia fazer. Um dos Técnicos me trouxe um livro de bolso e me disse que este estava no bolso da camisa, era um livro esquisito um escritor que no meu tempo de faculdade já havia ouvido falar dele – Albino Forjaz – o nome do livro era palavras cínicas...
Enzo de Marco