terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PÁSSARO ZUL


... NÃO PODERIA DEIXAR DE COMEÇAR AS POSTAGENS DO ANO COM ESSE POEMA...


PÁSSARO ZUL

há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?

Charles Bukowski

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hoje é quinta





Hoje é quinta, o tempo é frio, meio chuvoso, eu gosto de dias chuvosos, gosto de caminhar na chuva, isso me deixar relaxado e os pensamentos fluem facilmente, me faz sentir extremamente mais forte, capaz de enfrentar o mundo inteirinho, todos e qualquer problema sem me abalar.
Esta semana eu terminei de ler um livro de um velho escritor... Algo sobre escritos sobre da latrina, bastante convincente, um dos poucos que admiro. Pena, mais acho que cada vez mais preciso ler menos coisas dos outros.
Ontem fui a cinema, comprei um livro e tomei uma cerva, tinha uma garota na sessão, uma bela e loura garota, com a boca incrivelmente vermelha, penso que poderia ir falar com ela, quem sabe oferecer um drink, logo minhas intenções foram por água a baixo. Ela estava sugando um cara ali mesmo no cinema Ah! E como eu gostaria a de ser aquele babaca agora. Antes de terminar o filme eu cair fora, fui para o lugar onde me sinto melhor desde que sair da barriga de minha mãe O BAR. Lá as regras já são bem definidas e estabelecidas, um mundo com legendas. Fui lá ao bar enche mais uma vez a cara e retornei para casa, estava chovendo e decidir dar uma boa caminhada já era tarde da noite as ruas estavam vazias e a chuva fina se encarregava de limpar toda aquela sujeira. Vi no jornal jogado na sarjeta que um policial havia se matado enforcado, penso no quanto ele foi corajoso e o quanto sou covarde...
Hoje é quinta, o tempo é frio e chuvoso lá fora, a ressaca é grande já não sei dizer o que é acordar sem ela, tento levantar, no entanto minha cabeça gira e volto a deitar, tento me recompor, não consigo e volto a dormir. Acordo um pouco melhor, vou ao banheiro estou com uma dor de barriga terrível, que tudo que havia de podre em mim estar na latrina agora. Recomponho-me e tomo um longo banho jogo uma aspirina para dentro e vou para o trabalho.
Enzo de Marco

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A última noite de amor (Grace, a Ultima boca que toquei)


O som era legal, ao meu lado havia centenas de jovens tão ansiosos quanto eu para poder embarcar logo para a verdadeira luta. Guerra! Havíamos passado dois meses de intensos treinos e insultos e me dar frio na espinha só em lembrar como éramos tratados, nos forjavam como uma maquina da morte no campo de treinamento, do meu grupo de treinamento estava eu, Clifford quatro olhos, o Joe coco duro, e o Mike dois rifles.

Passamos por grandes torturas lá no campo de treinamento junto outros do qual o tempo se encarregaram de me fazer esquecer os nomes, eram legais, assim como eu queríamos viver aventuras coisas legais, não sabíamos muito que nos esperávamos literalmente.

Nossos nomes de guerra nos foram presenteado pelo sargento Harry, ele foi o responsável em nos transformar em verdadeiras maquinas de guerra, em indivíduos completamente amorais, ser capazes de dar um tiro com seu rifle na própria mãe se estivesse do lado do inimigo. Éramos fuzileiros...

Estamos entediados era natal e há três dias chegávamos à Europa ainda não disparei um tiro, como era natal o comando geral nos deu um presente um show com algumas garotas tirando as roupas.

Eu, Joe coco duro e Dois rifles estavam juntos tínhamos certa amizade, bebíamos e relembrávamos do tempo do velho Harry, o som tava legal as garotas também , os whiskys nos aqueciam e os cigarros nos acalmavam , era uma noite perfeita.

Joe coco duro descolou uma erva muito boa com os caras da cozinha, aqueles caras eram demais, às vezes eu ia até lá só p/ tomar uns copo de uísque e ouvir eles tocarem um blues de primeira, a noite estava fria e meu casaco já estava molhado com a neve que caia , quando vi Dois rifles trazendo duas garotas , eram enfermeiras que a muito estávamos querendo dar uns tratos nela. Batemos um papo longo e sincronizado, nossos corpos tinham necessidades de aproximação, o nome dela era Grace, bebíamos um pouco e sem muita destreza convidei-a para irmos ao celeiro...

Pela manhã acordei com o barulho ensurdecedor da sirene, estávamos sendo atacados, boa parte do batalhão estava morto e outra parte estava ferido, peguei minhas roupas meu rifle e fui para a luta .

Enzo de marco

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pra não dizer que te uso


Quando você liga minha alma grita, me pedindo pra voltar

Você me pede mil desculpas, por eu não querer falar

E depois se me chamar de insensível, saiba baby! Eu não vou mais quere te usar!

Sei que me quer apenas como objeto sexual, ver você sugando ai minha filha e eu me sentindo o tal

E ainda exige de mim todo prazer. Fique quieta, pois eu vou te entreter, com toda a minha vontade, Pra você ficar se sentindo bem a vontade.

Sua alma é parva e inútil, o que eu quero de você querida é ficar entre seus glúteos

Fazer você sentir prazer e dor e fingir a existência de um grande amor.

Enzo de marco

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Hurt - Dor



Eu me machuquei hoje
Para ver se eu ainda sinto
Eu me concentro na dor
A única coisa que é real
A agulha abre um buraco
A velha picada familiar
Tente matar tudo fora
Mas eu lembro de tudo

Chorus:
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Everyone I know goes away
In the end

E você pode ter tudo
Meu império de sujeira

I will let you down
Eu vou fazer você sofrer

Eu uso essa coroa de espinhos
Após a minha cadeira de mentiroso
Cheio de pensamentos quebrados
Eu não posso reparar
Debaixo das manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Está alguém
Eu ainda estou aqui

Chorus:
O que eu me tornei?
Meu doce amigo
Everyone I know goes away
In the end

E você pode ter tudo
Meu império de sujeira

I will let you down
Eu vou fazer você sofrer
Se eu pudesse começar de novo

Um milhão de milhas de distância
Gostaria de me manter
Gostaria de encontrar um caminho

* Poema incrivel cantado por Johnny Cash

( as vezes é incrivel o processod e indentificação )

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Pedaços de Nada


Achei um pedaço de nada em mim, que cuidado a pega-lo...

Medo de que se tornasse algo o conservei, pois as coisas me feriam de tão duras.

Achei-o triste e silencioso e isso me agradou.

Amenizou o insurpotavel caos de minha alma.

Por tirar-me a esperança, cada vez que ele brilhava minha alma, me partia, minha vida se esvazia.

Não quero mais sonhar, por favor, deixem-me em paz, não vêem que estou perdido?

Que não sei jogar o jogo?

Preciso reaprender a sonhar, a fantasia ou essas tolices de cada dia que dão forças para lutar.

Preciso reaprender a sonhar, como já sonhei um dia, antes da noite escura me envolver em escuridão sombria.

Simplesmente sonhar, com a doçura e carinho , pois somo o que sonhamos desejamos, buscamos.

....Quando cai no precipício , machuquei as minhas asas eu destruir tudo , a mim mesmo e não sabia que a vida desfaz em pó tudo que a gente queria ....

Enzo de Marco

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pequena confissão (algo sobre mim)




Sempre me perguntaram sobre a origem de Enzo de marco, sua árvore genealógica, seu sangue ou sua graça. Também sempre achei que um dia chegaria, o momento em que Enzo deveria contar de onde veio, afinal ninguém sai do nada assim.... Agora eu vós falarei, o segredo dos segredos, abrirei a caixa de pandora, a sala onde Sr Dorian Gray esconde seus segredos.

Responderei – vos meus pouquíssimos leitores:

Venho de uma linhagem mais ralé que existiu sobre a face da terra, uma singela mistura entre os fatos e vacilações do acaso. A priori um filho de Caim, o filho do Deus renegado que por desejos dos homens tem por destino a desgraça e a maldição de ter como companheiros a caneta e um papel , aquele que até entre os seus é renegado, aquele que tem sempre do seu lado esquerdo logo acima do ombro a morte te aconselhando. Aquele que tem Castanheda com guia, Steinbeck como amigo e acima de tudo o amor como o norte.

Enzo de Marco